Estoque de milho ao fim da safra deve cair 30% em relação ao ciclo anterior

Soma das duas colheitas do cereal deve ficar em linha com resultado da última temporada. Diminuição da oferta acende sinal de alerta aos compradores Apesar do aumento da produção de milho de segunda safra, os estoques do cereal ao fim da temporada 2015/2016 podem ser 30% menores que os observados em 2014/2015, avaliou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Considerando as estimativas de produção, exportação e consumo interno divulgadas na quinta-feira, dia 7, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os analistas do Cepea avaliam que haverá 7,37 milhões de toneladas de milho nos armazéns em janeiro de 2017. O estoque mais baixo, segundo os pesquisadores, “já acende um sinal de alerta aos compradores nacionais”. A Conab projetou que a segunda safra deste ano será 4,7% maior que a do ano passado, chegando a 57,13 milhões de toneladas. Enquanto isso, a safra de verão deve cair 8,5% ante a anterior, para 27,5 milhões de toneladas. Assim, a produção total de milho neste ano deve ficar praticamente em linha com a anterior. As exportações entre fevereiro de 2016 a janeiro do próximo ano foram projetadas em 30,4 milhões de toneladas, com importação de 1 milhão de toneladas. A estimativa de consumo interno foi mantida em 58,4 milhões de toneladas. Quanto aos preços, os pesquisadores lembram que o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa está em torno de R$ 49 a saca desde meados de março. “Esse cenário está atrelado à demanda aquecida, num contexto de baixa oferta, mesmo com o avanço da colheita de verão”, apontam os analistas, em relatório.