CNH Industrial registra sólidos resultados financeiros em 2018

CNH Industrial registra sólidos resultados financeiros em 2018

Receita foi de quase US$ 30 bilhões. Vendas líquidas das atividades industriais aumentaram 8%, com crescimento em todos os segmentos de atuação da empresa

O balanço global da CNH Industrial, divulgado no mês de fevereiro, mostra resultados financeiros sólidos no ano de 2018. A receita consolidada da empresa foi de US$ 29,7 bilhões, com lucro líquido de US$ 1,1 bilhão ou US$ 0,78 por ação. As vendas líquidas das atividades industriais, no ano passado, cresceram 8% em relação a 2017, com elevação em todos os segmentos que a empresa atua: energia, transportes, agronegócio e construção.

O EBIT ajustado das atividades industriais aumentou quase 40%, para US$ 1,585 bilhão, com uma margem de 5,7% (aumento de 1,3 pontos percentuais). Enquanto o EBITDA ajustado das atividades industriais foi de US$ 2,671 bilhões, com uma margem de 9,6% (aumento de 1,1 pontos percentuais).

Ainda de acordo com o balanço, o lucro líquido ajustado da CNH Industrial foi de US$ 1,117 bilhão, o que representa um aumento de US$ 466 milhões em comparação a 2017. Outro dado positivo é a queda da dívida industrial líquida em um terço em comparação ao ano de 2017, que ficou em US$ 0,6 bilhão.

Agências de classificação
Ainda segundo o balanço global da CNH Industrial, em 3 de dezembro de 2018, a Moody’s Investors Service elevou as classificações da CNH Industrial N.V. e de suas subsidiárias, CNH Industrial Capital LLC e CNH Industrial Finance Europe S.A., de “Ba1” para “Baa3” com uma perspectiva “estável”.

Conforme anunciado em 14 de janeiro de 2019, a empresa iniciou uma avaliação estratégica de seus negócios, incluindo a determinação de metas para cada um deles, que culminará com a apresentação de um novo Plano Estratégico de Negócios em um Dia de Mercados de Capital a ser agendado durante 2019.

Perspectivas 2019

O desempenho alcançado em 2018 confirma que a empresa segue uma trajetória de crescimento rentável, apesar de um ambiente macroeconômico e de negócios mais retraído na segunda parte do ano, causado pela escalada de tensões comerciais e tarifas relacionadas nos mercados globais, outras incertezas econômicas e políticas (incluindo aquelas relativas ao resultado das negociações do Brexit), e uma expectativa geral de desaceleração no crescimento econômico global.

Além disso, as megatendências emergentes nos setores em que a CNH Industrial concorre, como digitalização, automação e eletrificação, implicam uma reavaliação da abordagem de lançamento no mercado e dos requisitos de investimento de capital em novas tecnologias para novos produtos e soluções para clientes.

Nesse cenário em evolução, para 2019, a expectativa da CNH Industrial é que as vendas líquidas da empresa fiquem em aproximadamente US$ 28 bilhões, o LPA ajustado diluído entre 5% e 10% para o ano anterior, com variação de US$ 0,84 a US$ 0,88 por ação, já a dívida industrial líquida no final de 2019 entre US$ 0,4 bilhão e US$ 0,2 bilhão.

Setores de atuação

Agrícola

As vendas líquidas de equipamento agrícolas das marcas da CNH Industrial aumentaram 9% no ano de 2018 em relação a 2017, o que significa um crescimento de 10% em moeda de valor constante. O aumento foi impulsionado por um desempenho de realização de preços sustentado, junto com uma estabilização da demanda do usuário final na maioria dos mercados em que a CNH Industrial atua, incluindo evidências emergentes de um ciclo de substituição no setor de cultura em linha na América do Norte.

No quarto trimestre de 2018, as vendas líquidas de equipamentos agrícolas aumentaram 5% em relação ao quarto trimestre de 2017 (em moeda de valor constante). A elevação foi puxada pela América do Norte devido ao volume favorável e à realização de preço líquido positivo, parcialmente compensados por uma redução nas outras regiões.

O EBIT ajustado no ano de 2018 foi de US$ 1,036 bilhão, um aumento de US$ 245 milhões comparado a US$ 791 milhões em 2017, principalmente devido à realização de preço líquido positiva e volume favorável na maioria das regiões de atuação da CNH Industrial, em parte compensados pelo investimento sustentado em desenvolvimento de produtos, relacionado principalmente à agricultura de precisão e a conformidade com os regulamentos de emissões do Estágio V.

A margem EBITDA ajustada subiu 1,5 p.p. para 8,9%. No quarto trimestre de 2018, o EBIT ajustado foi de US$ 258 milhões, um aumento de US$ 16 milhões em comparação com o quarto trimestre de 2017, principalmente devido à realização favorável de volume e preço maiores que as desvantagens relacionadas à matérias-primas e tarifas. No quarto trimestre de 2018, a margem EBIT ajustada foi de 8,2% em comparação aos 7,7% no quarto trimestre de 2017.

Construção

As vendas líquidas de equipamentos de construção registraram crescimento de 19% no ano de 2018 em comparação com 2017, o que equivale a alta de 20% em moeda de valor constante, principalmente devido ao aumento da demanda do usuário final em todas as regiões e à realização de preço líquido favorável. No quarto trimestre de 2018, as vendas líquidas aumentaram 7% em relação ao quarto trimestre de 2017 (crescimento de 10% em moeda de valor constante) devido ao aumento da demanda do usuário final em todas as regiões.

O EBIT ajustado para o ano de 2018 foi de US$ 91 milhões, um aumento de US$ 107 milhões em comparação a 2017, com uma margem EBIT ajustada de 3% (aumento de 3,6 p.p. comparado a 2017). O aumento se deve ao maior volume de vendas, mix favorável e realização de preço líquido positiva superando o aumento do custo de matéria-prima, principalmente na América do Norte. No quarto trimestre de 2018, o EBIT ajustado foi de US$ 32 milhões, com uma margem EBIT ajustada de 3,9%, 3,1 p.p. Os resultados foram impactados principalmente pela realização de preço líquido positiva e eficiência de fabricação, superando o aumento do custo de matéria-prima.

Veículos comerciais

As vendas líquidas de veículos comerciais aumentaram 4% no ano de 2018 em relação a 2017 (crescimento de 1% em moeda de valor constante), devido a preços positivos e um mix de produtos favorável. No quarto trimestre de 2018, as vendas líquidas diminuíram 4% em relação ao quarto trimestre de 2017 (queda de 1% em moeda constante), em decorrência de volumes menores, principalmente em caminhões pesados na Europa, Oriente Médio e África atribuíveis a um foco maior em vendas em um portfólio de produtos mais lucrativo, incluindo veículos movidos a combustíveis alternativos, parcialmente compensadas por preços favoráveis.

O EBIT ajustado para o ano de 2018 foi de US$ 299 milhões, aumento de 53% em relação a 2017, principalmente devido ao mix de produtos favorável de caminhões leves e ônibus, e ao foco nas vendas de soluções de caminhões pesados movidas a combustíveis alternativos. A realização de preços positiva em caminhões e eficiência de fabricação também contribuiu para os melhores resultados.

A margem EBITDA ajustada subiu 0,9 p.p. para 2,7%. No quarto trimestre de 2018, o EBIT ajustado foi de US$ 90 milhões (US$ 63 milhões no quarto trimestre de 2017), com margem EBIT de 2,9% (margem EBIT ajustada 1,9% menor que no quarto trimestre de 2017). O aumento foi impulsionado principalmente pelo preço positivo, principalmente na linha de produtos de caminhões.

Powertrain
As vendas líquidas de powertrain aumentaram 5% no ano de 2018 em relação a 2017 (crescimento de 1% em moeda de valor constante) devido ao maior volume de vendas de aplicações de motor. As vendas para os clientes externos representaram 50% do total de vendas líquidas, frente aos 48% em 2017. No quarto trimestre de 2018, as vendas líquidas aumentaram 3% em relação ao quarto trimestre de 2017 (crescimento de 6% em moeda de valor constante).

O EBIT ajustado para o ano de 2018 foi de US$ 406 milhões, um aumento de US$ 46 milhões em comparação com US$ 360 milhões em 2017, principalmente devido ao mix favorável de produtos e eficiência de fabricação, parcialmente compensados por maiores gastos com desenvolvimento de produtos.

A margem EBITDA ajustada subiu 0,7 p.p. para 8,9%. No quarto trimestre de 2018, o EBIT ajustado foi de US$ 121 milhões (US$ 101 milhões no quarto trimestre de 2017), como resultado de um mix favorável de produtos e eficiência de fabricação, parcialmente compensados por maiores gastos com desenvolvimento de produtos. A margem EBIT ajustada foi de 10,2%, um aumento de 1,5 p.p. em comparação com o quarto trimestre de 2017.

Serviços financeiros

A receita de serviços financeiros totalizou US$ 1,989 bilhão no ano de 2018, uma queda de 2% em relação a 2017 (redução de 1% em moeda de valor constante), principalmente devido a um menor saldo médio da carteira na América do Norte. No quarto trimestre de 2018, a receita total foi de US$ 520 milhões, um decréscimo de 3% em relação ao quarto trimestre de 2017.

Em 2018, as origens de empréstimos de varejo (incluindo joint ventures não consolidadas) foram de US$ 10 bilhões, um aumento de US$ 0,9 bilhão em relação a 2017. O portfólio gerenciado (incluindo joint ventures não consolidadas) foi de US$ 26,3 bilhões em 31 de dezembro de 2018 (dos quais 62% foi de varejo e 38% de atacado), US$ 0,5 bilhão menor que em 31 de dezembro de 2017. Excluindo o impacto da conversão de moeda, o portfólio gerenciado apresentou crescimento de US$ 0,7 bilhão em relação a 2017.

O ano de 2018 teve lucro líquido de US$ 385 milhões, uma redução de US$ 67 milhões em relação ao mesmo período de 2017, principalmente devido ao benefício fiscal único de US$ 118 milhões registrado em 2017 como resultado da baixa de impostos diferidos passivos referentes a promulgação da Lei americana de empregos e redução fiscal dos EUA (U.S. Tax Cut & Jobs Act) de 2017. No quarto trimestre de 2018, o lucro líquido foi de US$ 88 milhões, um decréscimo de US$ 104 milhões em relação ao quarto trimestre de 2017.

Dividendos
O Conselho de Diretores da CNH Industrial N.V. pretende recomendar aos acionistas da empresa um dividendo de € 0,18 por ação ordinária, representando um aumento de aproximadamente 30% sobre o dividendo do ano anterior, e totalizando aproximadamente € 244 milhões (~ US$ 278 milhões). Essa proposta está sujeita à aprovação dos acionistas na próxima Assembleia Geral, prevista para 12 de abril de 2019 – a data de reinvestimento seria 23 de abril de 2019.